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Há anos ocorrem ricos diálogos sobre Civilização Humana e Filosofia, Teologia, História e Cultura em geral! Tudo que possa interessar a alguém que espera da vida um pouco mais que outra temporada de BBB! Após diversos convites a tornar públicos estes diálogos, está feito! Quem busca uma boa fonte de leitura, por favor, NÃO VISITE este site. O que esperamos, de fato, é a franca participação de todos, pois não se chama “Outros Discursos”.
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sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cultura

Por um instante expurguemos o entendimento de "culto" como sinônimo de "intelectual" e "erudito". Por um momento aceitemos que culto é todo aquele que participa da Cultura, seja produzindo, seja consumindo. Toda manifestação cultural é fonte de vida e novidade. Todo culto vive de verdade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Nota sobre a Polícia Militar de São Paulo

14 de Janeiro de 2016. Avenida Paulista. São Paulo.
Ouvi rumores de uma suposta manifestação em andamento na Avenida Paulista, região na qual trabalho há mais de um ano. 
Saí mais tarde do trabalho, preso em relatórios que precisava terminar. Eram 20:59. Caminhando pela Alameda Santos vi que carros da CET ainda impediam o acesso de carro à Paulista. Que bom que eu sempre vou ao trabalho de transporte público. Esse mesmo cujo aumento do valor é motivo dos protestos. Apesar de ser afetado pelos aumentos, nunca participei de um único protesto. Isto é para os jovens. Os solteiros. Meu filho não pode ter um pai hospitalizado ou preso.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Trânsito e Reputação

A reflexão a seguir não deriva da leitura dos mais recentes trabalhos acadêmicos, tampouco se origina de qualquer revista sobre psicologia, psicanálise, “psicosucrilhos” e afins. Baseia-se exclusivamente em minhas opiniões sobre o tema e, por isto mesmo, deve ser lida como um simples compartilhar de ideias para o início de um diálogo. Esta noite, enquanto aguardava o ônibus vencer o trânsito da 23 de Maio para alcançar a estação Anhangabaú do Metrô – trânsito que complicava o avanço até mesmo no corredor exclusivo, vale dizer – observei a frustração das dezenas de motoristas pelos quais passei, cada qual perdido naquela multidão de veículos, quase sempre solitário em seu próprio carro, e me perguntava o que levava alguém a preferir uma tortura como aquela à viagem de ônibus e metrô?

quinta-feira, 1 de março de 2012

Que a Força esteja com você!

            A mesma experiência desta manhã (da semana retrasada, considerando a data na qual pretendo publicar o presente texto), levou-me a uma segunda reflexão ¹, a qual preferi inserir em um texto distinto para não misturar os assuntos. Muitas vezes as palavras e ações de terceiros nos atingem de forma negativa, nos magoam e machucam espiritualmente (mentalmente) e até mesmo fisicamente. É o Mal que nos fazem. Muitas vezes este mal pode ser realizado inconscientemente, como o caso do sujeito que passou na minha frente no trânsito. Ele não tinha qualquer intenção de me machucar (de fato, não o fez), apenas desejava chegar mais rápido em seu destino, não obstante, me fez algum mal, já que me levou a pensamentos negativos. Frequentemente somos alvejados por males realizados tanto de forma consciente quanto inconsciente. Não me cabe, neste momento, discutir os motivos do agente daquela maldade. No momento, quero refletir sobre nossa reação à maldade.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Quem é meu inimigo?


            Nesta manhã (16/02/2012), enquanto levava meu filho para a escola, observei um sujeito um tanto apressado entrar na contramão em local totalmente impróprio para isto (estávamos frente a um cruzamento) e postar-se em minha frente, sobre a faixa de pedestres, apenas para poder arrancar primeiro tão logo o semáforo ficasse verde. Meu civilizadíssimo instinto de motorista levou-me instantaneamente a um pensamento que não é raro neste tipo de situação e em tantas outras que ocorrem quando um desses “malandros” da vida usa de sua aguçada esperteza: fiquei dividido entre o desejo de possuir uma arma para alvejar sua roda traseira ou que o simples acaso punisse seu desacato às leis de trânsito com um pequeno acidente (eu nunca disse que era perfeito). Deste momento de profunda maldade algo diferente me ocorreu. Hoje, amei aquele sujeito e fiz uma breve prece pela sua felicidade, sem que isto fosse vinculado ao seu aprendizado ou amadurecimento. Ou seja, orei para que ele fosse feliz, independente de que viesse a perceber ou corrigir sua postura irregular.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Desaforo

Em 07/07/2010 observei alguns eventos os quais, no mesmo dia, compartilhei com amigos no texto que segue. Retomo-o agora e o posto neste canal esperando fomentar discussões sobre o comportamento humano.
“Esta manhã (07/07/2010), à caminho do trabalho, aprendi uma palavra nova, “Desaforo”. No metrô observei de longe um sujeito sendo arrastado pelo segurança da companhia para um vagão; provavelmente vinham de uma recente briga, sendo do segurança a tarefa de separar os participantes. O sujeito que assisti gritava alucinadamente “Eu não vou levar desaforo pra casa!”. Aprendi mais esta. Uma palavra mágica, pois se já não fosse ínfima a centelha de humanidade que esta criatura chamada “Homem” carrega consigo, ganha o direito de aniquilá-la, reduzindo-se a comportamentos inferiores aos de animais e mergulhando no oceano da agressividade, intolerância e rispidez, quiçá fúria. Impossível torna-se a conjugação do verbo desculpar, sobretudo o emprego de “Desculpe” ou “Desculpo”. A sentença “Eu não vou levar desaforo pra casa!” parece legitimar todo este absurdo, sentindo-se até ofendido aquele que não tem o direito de revidar o malfadado “desaforo” supostamente sofrido. Senhor interlocutor, consciente que sou do fato de 99% das pessoas julgarem a máxima “Eu não vou levar desaforo pra casa!” muito mais importante que qualquer mínima inclinação á paz e à boa vontade - ao Ser Humano de fato - solicito que não me julgue desaforado e não aponte para mim sua arma. Não pretendo iniciar qualquer briga, portanto, tranqüilize-se. O senhor não levará desafora pra casa.”