Cabeçalho

Há anos ocorrem ricos diálogos sobre Civilização Humana e Filosofia, Teologia, História e Cultura em geral! Tudo que possa interessar a alguém que espera da vida um pouco mais que outra temporada de BBB! Após diversos convites a tornar públicos estes diálogos, está feito! Quem busca uma boa fonte de leitura, por favor, NÃO VISITE este site. O que esperamos, de fato, é a franca participação de todos, pois não se chama “Outros Discursos”.
Mostrando postagens com marcador Revelação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Revelação. Mostrar todas as postagens

sábado, 11 de maio de 2024

E se Jesus amasse Judas?

Eu gosto de anotar meus sonhos; gosto do que aprendo com eles; gosto do diálogo interno que representam e que provocam.

Gosto de anotá-los; anoto a maior parte; publico muito pouco.

Publico especificamente aqueles cujo conteúdo me parece maior que eu¹, causando-me desejo de poder discuti-los, sendo o que ocorreu com um dos sonhos desta noite, o qual agora compartilho: 

sábado, 30 de março de 2024

Compreendi Jesus

Ontem (29/03/2024) fui levado por minha irmã e cunhado à Guararema (se alguém for ao restaurante "Coronel", por favor diga a Ana que ela é encantadora!), para assistir a encenação da Paixão de Cristo. Fui ateu por muito tempo, depois budista, agora (pseudo)hinduísta. Da fé Cristã me encanta o cristo; me repelem as igrejas.

Enquanto assistia os atores moendo Jesus (os caras estavam batendo com vontade), comovido com a memória de tudo o que Jesus significa, pus-me à investigação intelectual de como conciliar aquela sucessão de eventos e seus significados com o meu atual sistema de crenças.

Se Jesus é "Deus visitando o mundo", precisamos resgatar o conceito de avatar, extremamente comum no hinduísmo, por meio do qual os deuses assumem forma humana para realizar sua agenda neste planeta. Krishna, por exemplo, é avatar de Vishnu, inserindo-se no ventre da mãe Devaki, sem conjugação carnal com o pai, Vasudeva. (familiar?)

Se eu pretendo ser um hinduísta honesto, sou obrigado a abrir minha mente para o panteão de divindades possíveis, ou, se preferir, para a infinidade de manifestações possíveis para Deus (monoteísmo polimórfico). Assim sendo, mesmos os deuses externos ao panteão oficial hinduísta precisam ser compreendidos com primos distantes, tão reais e possíveis quanto os deuses vigentes. Se eu fosse me fechar ao panteão que escolhi e declarar que qualquer ideia de divindade externa a ele é errada, mentirosa, pecaminosa e/ou demoníaca, eu não seria hinduísta (o nome disto é cristianismo).

Sendo assim, passei a passear pela trimúrti (a trindade hinduísta), investigando qual daqueles deuses poderia ser Jesus.

Brahma é o pai de tudo, o deus criador deste universo. Ele é intuitivamente vinculável ao Deus pai cristão (e vaidoso igual), sendo contra intuitivo tentar identificá-lo a Jesus. Não é apenas pela presença do termo "pai" que esta separação se opera, ocorre que Jesus não cria. Ele se instalou neste mundo com outro propósito.

Vishnu, ou Krishna, é o deus da manutenção. Uma vez criado o Universo, por Brahma, Vishnu é o deus que se instala na existência para mantê-la. Krishna, a versão humana de Vishnu (e seu oitavo avatar), é sábio, doce, amoroso, repleto de qualidades facilmente identificáveis com Jesus. A presença constantemente amorosa de Devaki nos remeteria facilmente a Maria e a simplicidade serena do pai, Vasudeva, um perfeito José. Mas há um problema. Jesus não é mantenedor. Você consegue entender? Não há manutenção na vinda de Jesus, do contrário, seriamos judaístas (uma religião que acabo de inventar para descrever judeus convertidos, sem o sangue do povo judeu [joguei no Google e descobri que o termo que "acabo de inventar" já existe. Segue o jogo).

Jesus é o cara que correu atrás dos vendilhões com o cinto na mão, prometeu destruir o templo, aniquilou a morte, etc. Para todos os efeitos, o nazareno que veio ensinar o amor é, invariavelmente, um/o destruidor. Há um deus destruidor. Quem? SHIVA!

Om Namah Shivaya!

Shiva é o deus que se fez pequeno, sem pompas, vivendo na floresta, trajando peles de animais. Seus amigos eram as criaturas desperecidas pelos demais, duendes, demônios, etc. As prostitutas, ladrões e cobradores de impostos da mitologia cristão. Shiva é o Deus que desafiou o panteão (destruiu o templo?), para que a vaidade desse lugar à virtude.

Shiva é o deus que tem uma serpente enrolada no pescoço, pois VENCEU A MORTE. Shiva é o deus que tem a Lua como coroa, e incinerou o pecado com um olhar.

Shiva é o deus que uma mulher amou, e para merecer o amor, devocionou-se incontáveis eras para provar o mérito da companhia do amado (Madalena?). 

Jesus é Shiva, invariavelmente Shiva, Shiva Shambo.

No teatro de ontem havia uma tela ao fundo do palco. Quando Jesus foi crucificado, os atores ficaram parados, enquanto o telão exibia cenas do filme "A Paixão de Cristo" do Mel Gibson. Quando Jesus cai e Devaki, não, péra, desculpe, Maria tenta confortá-lo ele fala "Viu mãe? Eu renovo todas as coisas!".

Sabe? "RENOVAR" não é "concertar". SE o mundo estivesse com defeito e a função do Cristo fosse o concerto, ele seria Vishnu, inserido no mundo para garantir o retorno à normalidade, a manutenção. Quem renova precisa destruir o velho para introduzir o novo. 

Quando eu era católico cantávamos "Eis, que faço novas todas as coisas!", não "Eis que eu concerto no mundo!".

Amanhã é Páscoa, uma festa pagã. Repito, UMA FESTA PAGÃ!

Procure ler o que é "pagão" no dicionário (recomendo o Michaelis). Resumidamente, "o que não é Cristão".

Irmão, Jesus não era Judeu! JESUS NÃO ERA CRISTÃO!

Se desejar, repito: JESUS NÃO ERA CRISTÃO!

Estamos falando do sujeito que destruiu, DESTRUIU, todos os tabus de sua época. O que o cristianismo fez? Erigiu uma infinidade de novos tabus.

Onde você acha que Jesus teria estado ontem e hoje? Comendo bacalhau ou em um churrasco?!?!?!

Shiva, pagão por natureza, "vida que brota da vida, é fruto que cresce no amor, é vida que vence a morte, é vida que vem do senhor".

Vê, mãe, eis que faço novas todas as coisas.


E Ana? Ana é a menina cujo sorriso tomou meu coração e que eu nunca mais verei nesta existência.


Notas:

1.  Escute o Eugenio Jorge  

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Os Nagas!

      Os Nagas; entendo que representam, na mitologia hindu, semi-deuses. São entes superiores ao homem, em inteligência, força e sabedoria, mas não plenamente divinos, posto que ainda são capazes de possuir/apresentar inclinações, comportamentos e valores não tão nobres quanto aqueles que você atribuiria aos deuses, portanto, um "quê" de humanos. São costumeiramente representados como imensas serpentes, ou como tendo corpos humanos com cabeças de serpente e, vez ou outra, totalmente indistinguíveis de um humano. Imagino que os Dragões (ou deuses-dragões) budistas (geralmente representados com forma humanoide e cabeça de réptil) sejam adaptações dos Nagas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Consciência

      A presente reflexão é demasiadamente metafísica, portanto, provavelmente não muito agradável ao paladar de espíritos mais materialistas ou pragmáticos. Ela é absolutamente não científica e não poderia estar mais distante de qualquer mínima chance de empirismo. É completamente especulativa e não demonstrável, assim como desprovida de "verificabilidade" posterior (salvo em extrapolação interpretativa, como metáfora ou equivalente. Talvez o faça no final). Dadas estas premissas indico que uma personalidade não muito afeita à especulação inútil pule esta publicação. Haverá (como houve) abundante conteúdo de maior eficácia pragmática e, com isso, garantimos a manutenção da amizade.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Deuses seletivos


     Um grande amigo meu fez um comentário muito perspicaz ao incluir o adjetivo "seletivo" para o sujeito "Deus". Fiquei com vontade de explorar o tema.

sábado, 17 de novembro de 2018

A Voz de Deus

     Estava ouvindo algumas músicas que tenho, herança de meu passado cristão (católico). Músicas que então me inspiravam e hoje não menos. Ouvindo-as pensei no passado e presente da chamada "Revelação Divina", consequentemente, pensei no presente e futuro da voz de Deus.