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Há anos ocorrem ricos diálogos sobre Civilização Humana e Filosofia, Teologia, História e Cultura em geral! Tudo que possa interessar a alguém que espera da vida um pouco mais que outra temporada de BBB! Após diversos convites a tornar públicos estes diálogos, está feito! Quem busca uma boa fonte de leitura, por favor, NÃO VISITE este site. O que esperamos, de fato, é a franca participação de todos, pois não se chama “Outros Discursos”.

domingo, 24 de abril de 2011

Reinaugurando o Intelecto


Mal compreendendo o funcionamento destas tecnologias tão disseminadas na sociedade contemporânea, falta-me intimidade com este alienígena, o “Blog”, e o seu funcionamento. Isto posto, ignoro a melhor forma de inaugurar um, o texto mais apropriado, “Boas Vindas”, etc. Decidi então desconsiderar a novidade do presente site, tomando-o como pré-existente, e escrever como se apenas o continuasse. Isto não é falso, já que ele se origina de diversas discussões travadas com amigos e não poucos convites a tornar públicas nossas conclusões por meios como este.
Liberto do compromisso de inaugurar o meio, retomo meu compromisso final, à saber, o da constante reinauguração do Intelecto Humano; em outras palavras, espero que através dos Diálogos aqui travados (portanto, os comentários são mais importantes que as postagens. São Fundamentais), possamos fomentar constante reflexão, crítica, construção e reconstrução do Espírito Humano. Este não é um site para mudar o mundo, tampouco para salvar indivíduos (transbordam igrejas para isso), mas para perturbar perturbados. Lembrem-se daquela palavra a qual certa vez precisava ser dita, numa conversa qualquer, e que insistia em escapar. Uma palavra ou nome qualquer “engrenagem”, “substrato”, “Jacarepaguá”, a qual se apresentava à mente quase escrita, com peso, cor e textura, mas não saia. Estava na ponta da língua. Para mim, esta sensação de “ponta da língua” é uma experiência diária, como se eu quase tocasse uma verdade, mas ela me escapasse entre os dedos; Fumaça de Cachimbo. A verdade que busco e cuja ausência me perturba é Metafísica demais para postar aqui (ou chata demais para postar agora), assim, gostaria que nosso primeiro diálogo fosse sobre verdades e Verdade. Penso que a vida humana é edificada sobre muitas verdades, as quais não passam de opiniões consolidadas nos agrupamentos humanos por validade lógica, costume ou utilidade prática. Em meio a este mar de verdades alguns indivíduos tentam pescar a Verdade, algo que seja realmente profundo, que lhes sirva como substrato real, quiçá original, da vida, não mera convenção, dogma ou tabu. Seja uma divindade (ou algumas), a Força, o BigBang, o Google, etc. gostaria que os interlocutores discutissem, com respeito, mas sem timidez, suas verdades. Daqui não sairá um “V” maiúsculo, mas toda busca necessita do primeiro passo.

2 comentários:

  1. Uma das verdades que me persegue e perturba é a falta de cultura ou de respeito ao próximo que me deparo todos os dias. É o egoismo ou a simples forma de agir como se "não estou vendo isso" com que as pessoas tratam os acontecimentos a sua volta. É tão mais facil eu dizer q te odeio a dizer q te amo, é tão mais facil fazer cara feia ao alguem me dar uma bolsada num onibus cheio do que perguntar se a pessoa quer q eu segure, parece tão mais facil eu julgar alguem pela sua aparencia do que a aproximação pra tentar desvendar, de fato, quem é aquela pessoa. Enfim, essa verdade que me perturba essa falta de humanização, preocupação, compreensão, tolerancia e tantas outras palavras que poderia usar me faz pensar...sim, a minha parte ainda vale a pena, afinal se quero mudar algo, ou sendo mais atrevida, se quero mudar o Mundo...preciso começar por mim mesma e minhas atitudes talvez servirão de algum exemplo pra alguem que esteja ao meu lado ou ocupando o mesmo espaço que eu. Bjos maninho.

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  2. Boa Noite Ju, como vai? Não sei se existe alguma "tradição" no uso de Blog's que desaconselhasse a participar de comentários em minhas próprias postagens, mas como o maior objetivo é o diálogo espero que esta tradição, caso exista, não se aplique aqui. Gostei muito da interpretação que você deu ao meu pedido e da forma que respondeu. De fato, a situação que você apresenta é uma verdade vivida e assistida diariamente por qualquer um que tenha o mínimo de sensibilidade ao contemplar o mundo ao redor. A cultura do “sou esperto” ou “sou malandro”, tão difundida na sociedade, tem profunda conexão com o comportamento que você denuncia. “Recebi troco maior que o devido ao comprar o pão. Problema da caixa. Mais atenção na próxima”, “achei um objeto supostamente perdido, agora é meu! (mesmo que eu tenha alguma noção de quem seja o verdadeiro dono)”, “Uma idosa ou gestante visivelmente cansada está em pé no meu vagão. Não é problema meu; não estou no banco para este tipo de gente”, “mesma situação e eu estou no banco reservado. Tenho direito de estar aqui, trabalhei o dia todo (sentado, diga-se) e esta pessoa ‘deve’ estar apenas passeando”. As pessoas vomitam seus próprios “direitos” sobre todos à volta, mas nunca pensam em seus DEVERES ou nos direitos dos outros. Espero sinceramente que mais pessoas compartilhem deste “incomodo” que você sente. O ponto primordial do seu texto é quando diz “preciso começar por mim mesma e minhas atitudes talvez servirão de algum exemplo pra alguém que esteja ao meu lado ou ocupando o mesmo espaço que eu”. Assim como você, eu acredito que se uma única pessoa transformar sua postura ao ver meu comportamento, a vida terá valido a pena. Sei que isto não se resume a você e eu, portanto, temos um mar de aliados espalhados pelo mundo; cabe a nós encontrá-los e encorajados. Esta é a verdadeira missão dos indivíduos comprometidos com o “Tornar-se” Humano e , consequentemente, “tornar” (o outro) Humano.

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