Cabeçalho

Há anos ocorrem ricos diálogos sobre Civilização Humana e Filosofia, Teologia, História e Cultura em geral! Tudo que possa interessar a alguém que espera da vida um pouco mais que outra temporada de BBB! Após diversos convites a tornar públicos estes diálogos, está feito! Quem busca uma boa fonte de leitura, por favor, NÃO VISITE este site. O que esperamos, de fato, é a franca participação de todos, pois não se chama “Outros Discursos”.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Movimento Teto Furado! (É a gota d’água)


Ontem um texto ¹ foi compartilhado no Facebook por um amigo meu. O referido texto apresenta profundidade técnica e domínio do assunto (A Usina Hidrelétrica de Belo Monte) inquestionáveis, ainda assim, o assunto ali apresentado não deixou de me incomodar. Na ocasião emiti um curto comentário, o qual reproduzo aqui para retomar e expandir o raciocínio:

sábado, 19 de novembro de 2011

A Força da Vida!

Sempre mantive um carinho especial pelas plantas, a ponto de ter amigos que chamam a minha sacada de “trecho de mata atlântica”. Minha conexão com as plantas não é superficial, pois raramente cultivo flores (elas acontecem, mas não são o objetivo).

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Você foi DESLIGADO!


Há pouco mais de dois meses fui desligado da empresa na qual trabalhava, evento seguido pelo desligamento de vários outros colegas da mesma área. Em um curtíssimo diálogo on-line (via FaceBook), um amigo trouxe à tona que talvez este termo dê ao indivíduo humano o valor de “autômato”. Convidado que fui a refletir sobre isto, decidi localizar o sentido específico da palavra “ligar” a qual, segundo o Dicionário Michaelis ¹, significa, entre outras coisas, “fazer laço ou nó em; atar, fixar, prender (vtd1)” e também “fazer aderir; pegar, cimentar (vtd 2)”. Segue um breve comentário sobre a visão que boa parte das práticas contemporâneas de gestão de pessoas evidencia em relação à sua matéria prima, o profissional.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Ensaio – O Fim do Tempo (3ª Parte - Conclusão)


Finalmente, chegamos a uma analogia entre aquilo que chamo “Eu” (ou, “Meu Espírito” ¹) e aquilo que chamo “Universo” (no sentido de tudo o que está fora de mim e não sou eu). Esta “simpatia” entre a intenção subjacente ao meu espírito e o próprio comportamento universal é justamente o que chamou minha atenção e levou à criação do presente texto. Antes de falar na intenção do espírito, falemos da “intenção da matéria”.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O Ponto! (Por Mariana Martins)


O texto a seguir é uma excelente reflexão de minha amiga Mariana (@marimartinsp). Aos que não curtem Matemática deixo uma dica. Cada novo fragmento de conhecimento que obtemos frente ao Universo é um Universo de conhecimento que obtemos sobre nós mesmos:

“O ponto em questão neste dialogo é o próprio ponto. É comum a aplicação de palavras do universo “exatiano” em nossas rotinas e com diversos significados, até mesmo bem diferentes do que ele realmente representa. O Ponto é um bom exemplo deste costume.

Um ponto pode ter tantas aplicações que é difícil defender seu uso e definição apenas com Euclides.

Um ponto numa frase determina o fim: É um ponto final.

Um ponto no corpo é uma pinta ou uma cicatriz, que serve como identidade.

Um ponto ao lado do número é um grau.

Um ponto numa discussão é um assunto.

Mas para mim, todos esses pontos, não são pontos. Afinal, como pode-se pontuar o final de uma frase, um corpo, um número, com algo sem dimensão?

No caso da discussão, ele se torna tão palpável quanto ele realmente é.

O ponto é adimensional, logo, objeto de dimensão 0 (zero). Não possui área, volume, comprimento ou qualquer dimensão semelhante.

Para compreender melhor podemos pensar em uma bolinha de gude. Imagine diminuí-la tantas vezes, até que seja impossível vê-la. Aí esta o ponto. Existem infinitos pontos e infinitos pontos compõem uma reta.

Numa reta, sempre que eu “pegar” um ponto para estudo ele estará no meio da reta e eu nunca saberei qual é o próximo ponto, já que entre o ponto escolhido e o próximo eu posso colocar quantos eu quiser. afinal, ele não tem dimensão.

Todo esse conceito gerou uma saudável, discussão entre o Marcelo e eu.

Ele me questionou diversas vezes, me recordo bem da pergunta que mais gostei:

"... a menor distância concebível entre 2 pontos é um 3º ponto, portanto, a menor reta ainda é 1 Ponto!"

Essa questão foi realmente empolgante, tendo conceituado o ponto, e sabendo que não podemos nunca saber qual é o próximo ponto depois da reta, a menor distancia entre dois pontos é uma reta tão pequena, mas tão pequena, que ela é quase um ponto, é ligeiramente maior que algo que não tem tamanho, nem distancia, mas ainda é uma reta. E daí saíram diversas teorias e fenômenos.

Lembro que esses conceitos são baseados na geometria Euclidiana”

sábado, 15 de outubro de 2011

Ensaio – O Fim do Tempo (2ª Parte)


Eu sempre gostei de plantas e além de cultivá-las, cultivava o hábito de admirá-las. Jamais desprezei qualquer uma delas, seja a mais bela orquídea, seja o mais simples musgo acumulado no canto de uma parede. Já investi longos períodos de tempo sentado, imóvel, apenas olhando para uma planta. As ranhuras do caule, os contornos dos galhos, a forma das folhas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

É ponto, é pedra... É o fim do caminho?

Mais um EXCELENTE texto do nosso amigo Alexandre ( @xandesantos ). Confiram:



"Outro dia alguém me falou de um livro que me chamou atenção.
300 páginas.
Uma frase em cada página.
E só.
Tudo o mais em branco.
Pensei.
Deve ser um livro fácil de escrever.
E de ler também.
Isso me fez pensar.
Muitas pessoas baseiam a vida em frases prontas.
Colocam ponto final em tudo.
São conceitos fechados.
Curtos.
Conclusivos.
Essas pessoas castram possibilidades que fujam do que aprenderam como certo.
Não abrem espaço ao novo.
Ficam presas a conceitos que a família ou a vida ensinou.
Não ousam.
Perdem oportunidades.
O diferente assusta.
Qualquer coisa que ameace sair do aparente controle é motivo de fuga.
E a vida vai ficando cheia de pontos finais.
Todo mundo sabe para que serve um ponto final.
Não é mistério para ninguém.
O próprio nome já revela a sua missão.
É pôr fim.
Encerrar questão.
Não há discussão.
 A vida é assim e acabou.
Pronto.
Fechou.
Deu.
Já era.
Parece ser mais fácil viver assim.
Mas deve dar trabalho encarnar conceitos pré-fabricados todo santo dia.
Minha vida não é feita só de pontos finais.
Prefiro assim.
Preciso arejar o pensamento com vírgulas. Sim, a vírgula é pausa para respirar, deixar entrar ar novo, expelir o ar velho, viciado.
De vez em quando, permito-me parar na “esquina” do pronto e vírgula e respirar um pouco mais. E, com mais calma, elencar os itens que compõem minha história; os fatos que me construíram; os traços da minha personalidade; as quedas que me ensinaram; as vitórias que me fortaleceram.
Minha vida precisa de interrogações. Preciso abri-me às possibilidades que ainda não conheço. Questionar velhos hábitos, repensar, redescobrir-me. Preciso nunca deixar de aprender. E qual a outra forma de aprender, se não perguntando? A interrogação abre espaço para que outras pessoas participem da minha história, contribuam com minha busca.
Por que não? É isso mesmo? O que você acha? Como as pessoas me vêem? Como eu as percebo?
Depois de muitas perguntas, de tempos em tempos, dois pontos me ajudam a explicar, sobretudo para mim mesmo, o que sou: um ser em construção. E então me reafirmo.
Diante de tantas descobertas, uso e abuso das exclamações. Caraca! É isso! Eureca! Encontrei uma pista! Descobri-me!
Contudo, muitas vezes, o trabalho de escrever minha história para nas reticências... E um silêncio angustiante me invade. De repente, acho que tudo o que havia descoberto não passa de... Bobagem? Será? E se... Não, acho que não... Talvez eu...
Como que numa luta por sobrevivência, desespero-me. Quero me agarrar, como que a uma tábua de salvação, em meus conceitos de outrora. Porém, já não sou o mesmo.  Prostrado por terra, tento, como que num último suspiro de vida, pontuar novamente minha existência, tocar em algo palpável.
Formulo novos conceitos.
Preciso de chão para pisar.
E tudo fica sólido.
É pedra.
Firmo os pés.
Levanto.
Volto a andar.
Ganho confiança.
Mais rápido.
Corro.
Distraio-me.
Entro no automático.
Até que tropeço numa vírgula.
Pequena, quase imperceptível, ela me lança ao ar. Por um instante, penso poder voar. Atinjo o ápice. Depois, em queda livre, mergulho num mar de vírgulas; ponto e vírgulas; dois pontos; interrogações; reticências...
Retomo o caminho... Estou novamente tentando entender que tipo de texto sou."
Alexandre Santos

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Ensaio – O Fim do Tempo


1ª Parte


A reflexão que segue decorre de minhas próprias inclinações metafísicas, portanto, é isenta de “verificabilidade” científica, destinada que é ao campo especulativo! Que seja menos início de doutrina que gérmen de novas reflexões!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Ao Som do Espírito!


Em casa, assistindo ao entardecer e ouvindo Djavan permaneço perdido em minhas reflexões acerca do tempo. Continuo desconfiado sobre a existência do Presente! Não é raro me ocorrer o pensamento “Estou aqui e agora!”, o qual me desperta ao momento presente, como se antes estivesse sonâmbulo no mundo. Procuro então concentrar-me naquilo, cada impressão visual, sonora e tátil (não cultivo o hábito animal que o homem tem de guiar-se pelo faro), na esperança de ali capturar a essência do presente, mas este, arisco, escapa-me como um punhado de areia nas mãos mergulhadas na água do mar! Do presente fica a memória (imediata, mas ainda assim lembrança) das impressões visuais, sonoras e táteis do recém ocorrido. Daí decorre que na visita que recebo, em meu espírito, da frase “Estou aqui e agora!” segue a nostalgia do imediato! Um “quê” de tristeza, consciente que fico da perda daquilo que vivo no exato instante em que o vivo! Lá se foi! Comecei a escrever no entardecer, mas agora lá fora já há estrelas, e do Sol resta fina mancha rosada no horizonte! Do Djavan várias canções passaram sem que eu me desse conta, concentrado que estava nesta escrita! Guardo uma pequena relação de momentos que tentei viver o presente, momentos iniciados pela mesma frase “Estou aqui e agora!”, mas todos agora estão lançados ao passado! A tentativa de tomar consciência (e posse) do presente apenas ampliou minha relação mental de “passados”! Fica marcados, como “pontos de restauração” irrestauráveis! ¹

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nem reality nem show

Mais um texto do nosso amigo Alexandre ( @xandesantos ). Mais uma vez ele aceitou a proposta do nosso blog, com um belo texto de ideias límpidas, e nos instiga com reflexões típicas deste nosso espaço:

Nem reality nem show

Outro dia, zapeando a TV, vi o anúncio de um novo programa. Morando com o Inimigo, que deve estrear em breve no SBT, é mais um daqueles chamados reality shows. Pelo que diz a chamada, vão colocar sob o mesmo teto, por três semanas, um ex-casal. Veja só que coisa: o cara não quer ver mais a ex-mulher nem pintada de ouro, mas por dinheiro a turma topa tudo, não é não?

Bom, olhando a priori, o que o programa parece pretender é criar oportunidades para que os “inimigos” se enfrentem. E quanto menos ex-marido e ex-mulher se suportarem melhor. Mas por que o desentendimento e a briga geram tanta audiência? Porque se quer ver gente trocando tapas e xingamentos, gente matando e morrendo? Será resquício do antiqüíssimo hábito de lotar arenas para ver homens e mulheres sendo devorados por leões ou para assistir à batalha dos gladiadores e clamar pela morte do derrotado? Temos sede da tragédia alheia? Temos essa estranha necessidade de se sensibilizar com a dor dos outros? Será que essa necessidade é tão vital a ponto de desejarmos que o pior aconteça, só para que possamos nos comover? Enquanto isso, os vendedores de notícia e entretenimento fazem a festa.

Voltando a falar especificamente dos reality shows, tomo como exemplo A Fazenda, que recentemente iniciou a sua quarta temporada. Outro dia, me chamou atenção a hastag #muquetadaduda na lista dos assuntos mais comentados do Twitter. Não é novidade nenhuma ver bobagens nos trending topics brasileiros, mas aquele tema inusitado despertou minha curiosidade. Quis saber do que se tratava.

Deparei-me com comentários a respeito de uma lutadora sérvia que havia sido expulsa do programa. Motivo: desferiu um tapa no rosto do irmão de um ator da Globo porque o rapaz teria apalpado os seios da moça durante uma partida de basquete aquático.

Sublinhei os termos acima para tentar, por meio de palavras-chave, entender o fato: Lutadora sérvia – tapa – irmão de ator – mão boba – basquete aquático. Por que raios o nome disso é reality show?

Reality, como todo mundo sabe (e se não sabe, dá para supor), é uma palavra da língua inglesa que significa realidade. O dicionário define realidade como “qualidade do que é real. O que não é fantasia. O que existe de verdade”.

O que há de real em 15 pessoas confinadas numa casa, fazenda ou o que quer que seja, durantes meses, sem fazer nada ou brincando de cuidar de animais, participando de joguinhos, eliminando uns aos outros e disputando um prêmio milionário? Na vida real, 99% das pessoas, por mais que trabalhem, jamais conseguirão juntar um milhão de reais. Onde está a realidade?

Voltando ao fato em si, algumas questões:

  1. Uma lutadora é colocada num programa como esse por qual motivo? O que se espera dela? Será que ela agrediria alguém se ficasse furiosa?
  2. Alguém se torna ator só porque tem um irmão ator, como que por herança genética? Então qual o objetivo do rapaz no programa? Seria tentar, ainda que por vias discutíveis, deixar de ser apenas o irmão do Bruno? Seria ele capaz de fazer qualquer coisa que mandassem para conseguir seu lugar ao sol?
  3. E o basquete aquático, isso existe? O basquete é um esporte que normalmente gera muito contato físico. Mas por que numa piscina? Alguém conseguiu ver se o cara apalpou mesmo ou não, se foi um acidente ou de propósito? Será que a água atrapalha a visão tira-teima?

Bingo! Alguém aí duvida que haja um roteiro a seguir e confusões pré-fabricadas para aumentar o famigerado ibope?

Já a palavra show todo mundo de fato sabe o que significa. Mas, para não fugir do hábito, vamos consultar o papai: “Espetáculo formado de números variados, usado em programas de teatro, rádio e televisão”. E o que é espetáculo? É a apresentação de pessoas que exibem sua arte, de maneira extraordinária, que impressionam e encantam a platéia. Qual arte é apresentada em A Fazenda? O que os participantes apresentam de extraordinário? O que elas fazem ou dizem de relevante que mereça o titulo de show?

Vejamos o grupo de notáveis da edição atual e tentemos descobrir: Duda Yankovich (lutadora sérvia que foi expulsa); Dani Bolina (modelo, entrou no lugar da lutadora); Renata Banhara (Segundo o site do programa, a profissão da moça é... Personalidade da Mídia?); Thiago Gagliasso (o seu mérito é ser irmão do Bruno); Dinei (ex-jogador de futebol de carreira quase irrelevante. Que me desculpem os corinthianos); João Kleber (uma das figuras mais esdrúxulas que já vi na TV, protagonista de pérolas como o Teste de Fidelidade); Compadre Washington (compositor dos bordões “dudududupá” e “ordinária” da banda É o Tchan); Joana Machado (ex-noiva do jogador Adriano); Françóis (quem?); Ana Markun (atriz – interpretou uma mulher que virava cobra em Os Mutantes...?); Gui Pádua (deve ter caído de paraquedas); Marlon (fazia dupla com Maikon, não lembra? Cantava aquela música... ah... é, não sei.); Monique Evans (ex-modelo de sucesso nos anos 80); Raquel Pacheco (Não sabe quem é? E se eu disser Bruna Surfistinha? Lembrou, não é?); Taciane Ribeiro (quem?); Valeska Poposuda (bom, o sobrenome já revela seus atributos).

Tenho a impressão de que A Fazenda é como que um curral de sub-celebridades ávidos por um novo fôlego na carreira e, se der, levar algum prêmio ou abocanhar a grana. Aliás, o que define uma celebridade?

Alguém se torna célebre por ter realizado algo relevante para a comunidade. Considerando que, hoje em dia, uma pessoa é considerada artista pelo simples fato de ter um “popozão”, parece que os critérios se perderam.

Uma sugestão. Para saber o quanto você é célebre, faça a seguinte pergunta: Se eu não tivesse existido, se minhas obras não tivessem sido realizadas nem minhas palavras ditas, isso faria alguma diferença para o mundo? E para o continente? Para o país? O estado? Para a cidade, o bairro, a rua? Se chegar à conclusão que só faria falta à sua família, então definitivamente você não é uma celebridade.

O fato é que chegamos a 2011 com um saldo de 11 BBB’s, 4 edições de A Fazenda, 4 da Casa dos Artistas e muitos outros, com nomes diferentes, mas o mesmo objetivo: expor as idiossincrasias de seres humanos confinados na casa. Seja diante das câmeras ou de frente para a TV.



sábado, 27 de agosto de 2011

Entrelinhas Metafísicas!


Antes de expor o pensamento, preciso explicar o motivo e apresentar o contexto:
* Sobre o motivo, devo dizer que procurei (nem sempre com sucesso) manter alguma neutralidade nos textos previamente publicados, respeitando o pensamento de eventuais leitores, além de evitar impor minha opinião enquanto a apresento. Ocorreu-me que antes da criação deste site, na época dos diálogos entre amigos, eram justamente textos de origem particular e pessoal que levavam aos ricos diálogos que seguiam, assim, reservo-me o direito de, na presente publicação, tratar de assunto pessoal, por isso mesmo tendencioso, e espero que eventuais interlocutores identifiquem nisto transparência, não imposição! A todos solicito que evidenciem aprovação (ou não) ao texto, para que eu saiba se poderei apresentar textos semelhantes no futuro ou se convêm que mantenha a estrutura anterior! Mesmo quem não pretende participar deste diálogo (comentar este texto), solicito que utilize a ferramenta “+1 no Google” (presente no rodapé do site) caso considere válido este tipo de material.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Diagramação Automática! (Textos e Vidas)


Há algum tempo comentei que sonhava que escrevia, mas ao acordar não recordava o produto. Naquela ocasião ocorreu de lembrar-me do título. Desta vez, acordei lembrando até mesmo do conteúdo do texto, conforme segue:

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O que é integridade?


Uma breve conversa com uma amiga, via Twitter (com 140 caracteres não é possível uma conversa maior que “breve”), levou-me a uma reflexão acerca da responsabilidade paterna (e materna). Este texto não me parece inútil a quem ainda não é pai, já que trata também do “ser filho”, algo que todos são!
Fiquei pensando sobre o significado da palavra “Integridade”, pois embora seja tão comum o seu emprego em sentido moral, um sentido não tão empregado mas igualmente válido é o físico, uma vez que integro é o objeto inteiro, sem defeito, o antônimo de “fragmentado”. Esta dupla implicação da Integridade – Moral E Física – evidencia bem a responsabilidade dos pais para com seus filhos. Nosso papel é garantir-lhes Integridade neste sentido amplo, atendendo-lhes em sua formação moral e em sua manutenção física. O diálogo que travava com a Srta. Mariana levava à situações extremas, nas quais eventualmente o pai poderia ver em conflito estes dois níveis de integridade. Para facilitar a compreensão do que quero dizer, retomo uma conversa ainda mais antiga, travada com um colega de trabalho. Falávamos sobre corruptibilidade, tendo ele usado a imagem da Policia Federal. Pediu que eu me colocasse no lugar de um policial que, em investigação, aborda um traficante milionário ou um político influente, o qual me oferecia uma “Mercedes” ou algo do gênero em troca da fuga. Recusei prontamente a oferta; então veio o xeque-mate; “Recusa mesmo? Isto pode ser a faculdade do seu filho?”.
Qual a escolha adequada ao pai quando uma decisão para garantir a integridade física do filho entra em conflito com a integridade moral do pai? Como fica a responsabilidade do pai sobre a integridade moral do filho se ele permitir corromper-se? Qual será a reação do filho, depois de crescido, ao constatar que aquele que lhe ensinou a integridade moral abriu mão da própria? Relevará, ciente que o preço foi a própria integridade física? Manterá ele mesmo a própria integridade moral, depois deste evento, ou deixar-se-á levar pela máxima “Todos tem um preço”?
Retiro-me sem dar respostas! Estou aprendendo a ser pai, assim, espero que no diálogo que seguirá aqui encontremos pistas valiosas para o melhor “Ser Pai”, assim como o melhor “Ser Filho”!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A bolsa caiu? Então apanha!

O texto abaixo é do amigo Alexandre ( @xandesantos ). Ele atendeu o convite do blog e propôs um diálogo sobre os últimos acontecimentos relevantes da economia mundial, captando bem a proposta desse espaço:


A bolsa caiu? Muito ou pouco? Qual a cotação das ações? Vou perder dinheiro? Qual o melhor investimento agora? Essa crise vai durar muito? Os EUA vão dar calote? O que disse Obama no discurso? Como o mercado reagiu? O que dizem as agências de risco?

Confesso que não entendo muito bem como funciona essa dinâmica das bolsas de valores, fundos de investimentos, mercado de ações, macroeconomia, etc. O que ainda consigo compreender é o que se compreende até quando se vai à feira. Se uma fruta está fora de estação e não se dispõe dela numa quantidade em que atenda a todos os que a procuram, o preço sobe. Já quando é época propícia de colheita e aumenta a oferta dessa mesma fruta, de modo que há mais frutas do que pessoas para comprá-la, o preço cai. É a velha lei da oferta e da procura. Ou simplesmente a lei de mercado.

Essa palavra, hoje em dia, é usada para designar o movimento de capital mundo a fora e as regras que o regem. Investidores anônimos ou não, com ou sem uma nacionalidade específica, escolhem em que país vão aplicar o seu dinheiro. E isso depende justamente do mercado. Onde esses bilhões podem se transformar em trilhões? É um jogo. Complexo, mas um jogo. Uma decisão errada, um passo infalso e... Game over. Perde-se e ganha-se somas tão difíceis de se compreender quanto as próprias estratégias utilizadas para vencer.

Se é um jogo, vou tentar imaginá-lo assim.

Uma sala escura. Uma centena de pessoas ao redor de uma mesa. Sobre ela, um tabuleiro, privilegiadamente iluminado. Tudo o mais é só penumbra. Só se consegue enxergar os rostos assombreados dos jogadores na medida em que eles se aproximam para fazer seus lances e jogar os dados. Dá para ver alguns traços, mas não se sabe bem quem são. Estão nas sombras, sem rosto, sem nome, sem identidade. Como zumbis de um filme de terror, se acotovelam pela presa mais suculenta, pela melhor oferta, pelo melhor negócio.

Do lado de fora da sala, uma multidão se comprime para saber a quantas anda a partida. Sem entender direito as regras ou por qual dos jogadores devem torcer, buscam, ávidos, por uma notícia. Espera-se que seja boa. Mas o que seria uma notícia boa, num quadro em que há tantas variáveis, tantas tão confusas possibilidades? Como saber se o que acontece lá dentro é bom ou mal?

Isso é um trabalho para os comentaristas. Eles não estão dentro da sala, que é restrita aos jogadores, mas num lugar reservado, como que um camarote, bem iluminado, de onde conseguem acompanhar cada jogada, de mestre ou não. E eles conseguem fazer projeções sobre os desdobramentos bons ou maus que podem suceder as centenas de jogadas possíveis, simulando todas as combinações, através de poderosos ultra mega master computadores de ultíssima geração. Tudo isso, para informar bem à multidão aflita, que reza por um final feliz, mas sem saber muito bem quem é o mocinho e quem é o bandido da história. Com essa parafernália toda, os ilustríssimos analistas, muito bem pagos, muitos até pelos próprios jogadores, enchem o peito para saciar a multidão, afirmando categoriacamente: “Pode acontecer tudo, inclusive nada!”.

No fim, igual a todo o jogo, uns ganham, outros perdem. A diferença é que ali quem perde sai ganhando e quem ganha também acaba perdendo um pouco. Os derrotados estão no meio daquela multidão aflita, porque essas pessoas são o objeto das apostas dos jogadores. Elas sofreram de fato as conseqüências dos resultados das partidas anteriores e aguardam mais um desfecho para saber o que será de suas vidas. O pior é saber que, mesmo ao final, o jogo não termina. Outras partidas virão.

Longe desse ringue, uma multidão ainda maior, de bilhões, nem sabe que seu destino está sendo traçado num tabuleiro de dados viciados ou, se preferir, de cartas marcadas. Cartas do tesouro.


Esses bilhões, sem saber, são oferecidos como sacrifício a um deus. Sim, um deus. A divindade que hoje desafia o único Deus de Abraão, que une (ou pelo menos deveria unir) Judeus, Muçulmanos e Cristãos.

Como outrora, no culto a outros (?) deuses, os seguidores do deus Mercado oferecem sacrifícios de vítimas inocentes. A maioria delas nem sabem que o seu sofrimento, dos seus pais e irmãos, e o sofrimento do seu povo e de seus ancestrais servem para aplacar a ira dessa dinvidade para com seus escravos.

E eis que o deus Mercado se sacia com o sangue de vítimas do jogo mercadológico, depositadas nos recônditos do planeta, sobretudo na África. A cada corpo caído, o guloso deus sorri em seus escravos. Para que perder seus bilhões tentando salvar vidas? Eles investem em sistemas de segurança. Transitam como zumbis a bordo de jatos, helicópteros e carros blindados e vivem enjaulados em suas mansões, com medo dos fantasmas das vítimas.

Enquanto isso, numa dessas periferias do mundo, ouvindo o noticiário da TV e sem entender o motivo do pavor, alguém dispara: “A bolsa caiu? Oxi... E precisa desse aperreio todin? Se caiu é só apanhar, homi! Varei... é cada uma! Ô povim pra não ter o que fazer! Deixa eu cuidar dos meus bode que é melhor”.

E não é que ele tem uma certa razão!

Alexandre Santos

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Honrarás Teu Filho!

Eu renuncio a todos os mandamentos já ditados por homens ou divindades! O único mandamento válido é "Honrarás teu Filho!"
Não estou aqui a iniciar qualquer afronta às praticas religiosas vigentes ou passadas. Já não suporto mais assistir discussões infinitas sobre religião, política, pedagogia, economia, moda, consumo, lucro, capitalismo e todas as demais baboseiras que o homem inventa para procrastinar decisões e posturas que já sabe à priori que são as melhores e mais adequadas. Vidas vazias adiando o preenchimento por medo da dor da mudança! Enquanto estes teatrinhos ocorrem em templos e câmaras, pessoas reais, sobretudo crianças, sofrem e morrem nesta cidade, neste país e no mundo. Não é tempo de coletar fundos para crianças africanas ou mandar presentes para o Natal de crianças em orfanatos paulistas. Obviamente não é o abandono destas e outras atividades altruístas que eu proponho; o que faço é um apelo desesperado para uma mudança urgente de paradigma.
Não é possível “Amar a Deus sobre todas as coisas!”, pois se não somos capazes de honrar o Deus diante de nós, chamado outro, respeitando seus pensamentos, desejos e dores, como prestaremos o mínimo respeito à divindade abstrata?
Não é suficiente “Honrar pai e mãe” pois os indivíduos sempre acrescentam certa reciprocidade nisto, assim, não honram pais e mães se estes não foram EXCELENTES em seus funções! Não há doação! Não há gratuidade! Atua-se por restituição! Além disto, já tardamos em aprender que nossa família é o mundo, portanto, o simples “Honrar pai e mãe” deixa em aberto a possibilidade de desprezar irmãos, vizinhos e filhos.
No mundo contemporâneo nem mais o “Amar o próximo como a ti mesmo” é efetivo, pois se vive o império da autodestruição (as drogas são apenas um exemplo) em longo prazo em troca de qualquer mínimo prazer e satisfação a curto (minúsculo) prazo.
Ser filho, irmão ou próximo enfraquece, pois condiciona minha atuação à do outro. Abre brechas para desculpas pela minha ineficácia, a qual atribuo a (ir)responsabilidade do outro. Ser pai não permite tal brecha (ou não deveria permitir, embora eu saiba que o pai que proponho não é um tipo recorrente de pai), pois a responsabilidade é inteira dele. Se teu filho tropeça, você tardou em segurá-lo; Caso se desvie, você falhou em guiá-lo; Se ama, você foi um bom pai. “Honrarás teu filho!” te vincula inconscientemente com qualquer outro mandamento que possa encontrar ou criar. Respeita o próximo por ser filho de outro e, em parte, filho teu; Respeita teus pais por terem lhe possibilitado ser um pai digno neste momento; Ama a Deus (caso seja teísta, independente da religião), pois acreditará que dele veio seu mais valioso bem, teu filho; O amor ao filho te tira do comodismo de irmão do homem e filho de Deus, te chama à responsabilidade de Pai! Cada homem, individualmente, e a sociedade em geral precisa deste sério e comprometido passo! "Honrarás teu Filho!"

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Eu Apoio a Homofobia!!!

                Bergson ¹ nos mostra com frequência em seus textos que se pode dizer qualquer coisa, desde que antes você defina bem o significado do que está a dizer. Neste caso, gostaria de falar de minha idéia de homofobia, sem qualquer pretensão de alterar o vocábulo vigente, tão amplamente difundido e utilizado, mas tão somente para dispersar idéias e, a partir delas, fomentar discussões.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Reflexões Espirituais!

Não é raro sonhar que estou escrevendo ou compondo algo; material de excelente qualidade, pelo menos é a impressão que o sonho sempre me deixa, porém, na vigília, lembro apenas do ato da criação, jamais do produto! (lástima!) Deve ser algum mecanismo de defesa do espírito, para evitar a descoberta de que a coisa não era tão boa assim! Nesta noite sonhei que estava no trabalho, como agora, e escrevia para o blog, como faço neste momento. Inusitado foi, ao acordar, lembrar-me do título do texto, “Reflexões Espirituais”. Na ausência de conteúdo (não recordava uma palavra), me foi oferecido outro pela própria vida; em função de um curto diálogo com a Pensadora Luciane Trevisan (indico que sigam @Isso_ou_aquilo e visitem http://isso-ou-aquilo.blogspot.com/. Idéias de qualidade!) ocorreu-me uma imagem que não cheguei a apresentar naquela discussão, mas a evidencio agora.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Olhar para o Simples!

Eu trabalho no 9º andar de um pequeno edifício no centro de São Paulo. Na tarde de ontem, em busca de um café (sou viciado em café), tive de subir ao 10º andar, uma vez que a máquina de café de meu andar estava em manutenção. Na minúscula e deserta copa, após pressionar o botão “cappuccino” e enquanto aguardava o preparo da bebida, observei um pequeno pedaço de papel esquecido sobre o balcão no qual se almoça. Sem preocupar-me com detalhes ou precisão, o rasguei em alguns pontos e dobrei em outros, formando assim um helicóptero de papel que havia aprendido a fazer em minha distante infância. Trata-se de um objeto simples, com duas hélices e um pendulo; quando lançado ao ar cai, mas as pás retardam a queda e giram o conjunto ao redor do próprio eixo, como algumas sementes de árvore.
O interessante foi o fenômeno observado ao lançá-lo da janela do 10º andar. Não sei se o calor externo gerava alguma corrente ascendente ou se a configuração dos prédios tornava vertical algum vento horizontal que por ali passava; o fato é que o objeto não caiu; girava freneticamente como era de se esperar, mas pairava na região abismal frente à pequena janela da qual o assistia tomando o amargo café com pouco leite e muita água chamado “cappuccino” pela empresa responsável pela máquina. O objeto assistido por vezes perdia a força, descendo à altura do 9º andar, noutros momentos a recuperava, elevando-se para além do 12º. Tomava coragem e aventurava-se para mais de 10 metros de distância da janela da qual procedia – um filho abandonando o pai para seguir a própria vida!
Ele não caiu enquanto estive lá, talvez o único ser vivo a presenciar aquele momento único no Universo, o qual jamais se repetirá. O trabalho obrigou-me a dar-lhe as costas, assim, ignoro por onde passeou, por quanto tempo voou e onde aterrissou. O fato é que desde então - e por isto escrevo agora - fiquei a me perguntar, neste mundo de telejornais e novelas, e-book’s, laptop’s e IPad’s, carros importados, viagens, trabalho, lucro, consumo, prazer, etc., quantas vezes as pessoas se permitem fitar o simples? Acompanhar a suave decida de uma pena desprendida de um pássaro! A lenta viagem de uma nuvem e suas mudanças de forma neste caminho! A incessante labuta das formigas! O amarelar das páginas e um bom e velho livro! o sorriso de um filho e a inocente incoerência de seus discursos! Tanta coisa, em tão curta vida! Tanta beleza desperdiçada, tanta riqueza ignorada! Até quando ficaremos olhando o lado errado? Em qual momento despertaremos para o que tem real valor? Quando aprenderemos a Olhar para o Simples?

terça-feira, 19 de julho de 2011

Responsabilidade! Hora de despertar!

Hoje ela me acordou amorosa e gentil como uma mãe! Chamou-me pelo nome, convidando-me ao despertar! "Responsabilidade" é o seu nome! Eu ouvi sua voz e quase vi seu rosto. Não era um sonho libidinoso! Não era mulher para amar ou desejar, mas sim um sentimento para assumir e viver! Algo terno, mas firme e rígido! Frio, de fato, pois sem remorso convidava-me a lançar mão da proteção das cobertas e mergulhar no frio físico e emocional do dia que se iniciava.
Ter responsabilidade é algo duro; dá saudade da infância e da facilidade de transferi-la aos pais, professores, aos adultos em geral. Agora, ela se torna pessoal e intransferível, e ainda assim é possível vacilar em assumi-la. Quantas vezes ela nos visita, como fez comigo nesta manhã, e quantas vezes a ignoramos, procrastinamos tarefas, reduzimos nossas atividades ao mínimo indispensável, abrindo mão do uso eficiente de nossas habilidades, competências e tempo em função de algum falso conforto, um momento de tranqüilidade aqui ao custo de atraso, correria e baixa qualidade ali. O que escrevo é menos um sermão ao interlocutor que um apelo individual a mim mesmo! Que eu não esqueça a voz que me chamou nesta manhã e que não mais tarde em assumir minhas funções na presente existência! Que a Responsabilidade me acolha e oriente, tornando meu tempo algo a ser investido, jamais desperdiçado!

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Desaforo

Em 07/07/2010 observei alguns eventos os quais, no mesmo dia, compartilhei com amigos no texto que segue. Retomo-o agora e o posto neste canal esperando fomentar discussões sobre o comportamento humano.
“Esta manhã (07/07/2010), à caminho do trabalho, aprendi uma palavra nova, “Desaforo”. No metrô observei de longe um sujeito sendo arrastado pelo segurança da companhia para um vagão; provavelmente vinham de uma recente briga, sendo do segurança a tarefa de separar os participantes. O sujeito que assisti gritava alucinadamente “Eu não vou levar desaforo pra casa!”. Aprendi mais esta. Uma palavra mágica, pois se já não fosse ínfima a centelha de humanidade que esta criatura chamada “Homem” carrega consigo, ganha o direito de aniquilá-la, reduzindo-se a comportamentos inferiores aos de animais e mergulhando no oceano da agressividade, intolerância e rispidez, quiçá fúria. Impossível torna-se a conjugação do verbo desculpar, sobretudo o emprego de “Desculpe” ou “Desculpo”. A sentença “Eu não vou levar desaforo pra casa!” parece legitimar todo este absurdo, sentindo-se até ofendido aquele que não tem o direito de revidar o malfadado “desaforo” supostamente sofrido. Senhor interlocutor, consciente que sou do fato de 99% das pessoas julgarem a máxima “Eu não vou levar desaforo pra casa!” muito mais importante que qualquer mínima inclinação á paz e à boa vontade - ao Ser Humano de fato - solicito que não me julgue desaforado e não aponte para mim sua arma. Não pretendo iniciar qualquer briga, portanto, tranqüilize-se. O senhor não levará desafora pra casa.”

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Festa da Democracia

Há um bom tempo o desencantamento pela vivência política levou-me ao abandono do Voto. Para evitar constrangimentos em minha vida profissional, não falto ao evento, mas raramente aponto alguém (voto nulo). Com o passar do tempo e o amadurecimento daquele descontentamento cheguei a 3 Critérios de Avaliação, os quais mantinha em meu coração, tendo sido escritos efetivamente apenas hoje. Os publiquei noutro canal (Twitter / @phdcelo), e os transcrevo aqui a fim de fomentar diálogos à respeito. São eles:
  1. Um bom PC custa R$ 2000,00 e uma câmera digital, uns R$ 500,00. NÃO VOTAREI em quem gaste mais que isto numa campanha! Panfleto é lixo!
  2. Um homem verdadeiramente comprometido com a Coisa Pública terá vergonha do salário que lhe é oferecido e o recusará!
  3. Este homem utilizará transportes públicos, tratará da saúde em postos de saúde e matriculará seus filhos em Escolas Estaduais!
Naquele canal eu concluía o raciocínio dizendo “Acho que morrerei sem voltar à participar da "Festa da Democracia’!”. Não tenho objetivo de levar um eventual interlocutor ao abandono do voto! Minha esperança é que exista, em algum lugar neste mundo, prova LEGÍTIMA de que estou errado em meu desgosto!

quarta-feira, 22 de junho de 2011

A Falácia do Consumo

       A quase totalidade dos amigos que vierem a ler este texto aprecia o Futebol, alguns com devoção quase irracional por determinado time. Pensa-se que expressam Liberdade por admirar este time e não aquele; Ilusão!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Filme: Um novo despertar (The Beaver) - 2011

Certas conversas “entram na moda”, pode perceber. Atualmente pega bem dizer que os ambientes da aventura humana no Universo estão saturados. Agora, no cinema “pós Matrix”, bom mesmo é desbravar a “Terrae Incognitae” da mente humana, o verdadeiro lugar inóspito, a Troglodícia dos tempos atuais.

Para isso então, dá-lhe efeitos especiais luminosos e barulhos ensurdecedores em piruetas ininteligíveis. Nós, espectadores, ficamos atônitos com aquilo tudo, e saímos das sessões de cinema com cara de conteúdo, como se esse mistério da mente humana fosse alguma coisa descoberta agora pela sétima arte (dó). Coisa comum de nossa época, ai de você se criar caso!

Pois é. Quando menos se espera, um filme aparentemente simples, com enredo que pode ser alvo de chacota de um desavisado nos pega de surpresa e, pasmem, sem nenhuma pirotecnia, nos revela o lado mais obscuro da alma humana.

O filme “the Beaver”, ou seja “o Castor”, teve seu título oportunamente mudado para “Um novo despertar”, com certeza para repelir menos as audiências, trata de uma história no mínimo esquisita: um pai de família, engolido pela depressão, tem uma crise e se deixa guiar por um fantoche de pelúcia! O bichinho toma as rédeas da sua vida, reconstruindo-a em diversos aspectos, ao mesmo tempo que a corrompe.

Se você ainda está lendo esse texto, veja bem, não é uma comédia! Ao menos não no sentido normal da classificação. Essa obra cinematográfica dirigida por Jodie Foster segue uma linha parecida com a do filme “Pequena Miss Sunshine” (2006), ao tratar de um sério problema contemporâneo com pitadas de comédia sem optar pelo alivio cômico. É um humor incômodo, sem a baixeza do que chamam por aí de “sarcasmo” ou “humor-negro”, rótulos usados para disfarçar qualquer tipo de vulgaridade no bizarro século XXI.

A metáfora do homem guiado pelo fantoche pode ser desdobrada em diversos aspectos: a força interior humana precisa de um agente externo para ser aplicada a algo? Quando as “muletas” que nos ajudam a caminhar se tornam empecilhos? O que nos faz acreditar que podemos fazer algo que não achávamos plausível?

Para finalizar, destaco aqui a boa atuação de Mel Gibson. Mediano, ele sempre teve seu ponto forte na interpretação de pessoas desequilibradas. Neste filme, o vemos em bom trabalho. Infelizmente, o ator está às voltas com problemas fora dos sets de filmagem o que pode prejudicar o desempenho do filme fora das telas.

De qualquer forma, recomendo a obra, com certeza uma geradora de muitos e bons diálogos!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

um papo sobre "A Utopia" , de Tomás Morus, por Marina Meirelles

No meu ofício de professor tenho muitas surpresas agradáveis. Uma delas divido com vocês agora.

Este é um trecho de trabalho sobre autores renascentistas da minha aluna (e futura escritora) Marina Meirelles, publicado aqui com a autorização dela, claro.

Este texto se encaixa bem na proposta desse blog: um diálogo de amigos sobre coisas úteis.

Segue:

A palavra "utopia" tem um significado conhecido - e até um tanto gasto - nos dias de hoje, e teve muita importância na época em que viveu o grande autor Thomas Morus. Seu livro, a Utopia, foi, e ainda é, uma grande obra do século XVI.


A história se passa numa ilha imaginária onde todos vivem em harmonia e trabalham em favor do bem comum. Desde então o termo “utopia” está associado à fantasia, sonho, fortuna e bem estar, que são aspectos formadores do ambiente onde se desenvolveu a sociedade utopiana, no país chamado Utopia ou Ilha da Utopia que era dominada pelo rei Utopus.


O autor Thomas Morus viveu em meio a uma sociedade medieval e feudal. Não se pensava o mundo como hoje, mesmo porque não havia existência de muitas ciências importantes, como a Sociologia, por exemplo. O livro contesta a situação desigual entre as classes sociais, e promove a ideia de um mundo onde prevalecem os direitos iguais; não um lugar onde as pessoas vivam às custas de algum superior, mas onde todos trabalhem igualmente para então conseguirem seus benefícios.


Já pensei bastante sobre a ideia de um “mundo igualitário”, com a qual todos sonhamos. Afinal, sabemos que estamos longe da perfeição, e que é ela o objetivo de tantas campanhas de “salve o planeta”, de “bondade vence maldade”. É essa a questão: e se conseguíssemos? E se atingíssemos o nível máximo na “escala evolutiva” da perfeição humana? Será que isso de fato é possível? Penso que não. Não existe paz sem guerra, nem bem sem mal, nem pessoas iguais umas às outras. É própria do ser humano a capacidade (e, muitas vezes, necessidade) de discordar. Morus idealizou um mundo onde a compreensão e a aceitação chegaram ao seu ponto máximo. Resta-nos observar a passagem do tempo com atenção e vermos se regredimos ou progredimos e, no último caso, se conseguimos alcançar essa tão sonhada utopia.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

A Evolução das Verdades

Tenho o hábito de tomar nota, quando possível, dos pensamentos que me ocorrem, assim, eventualmente retorno às notas e dialogo com minhas existências passadas (de fato aquele que escreve o presente texto não é exatamente o mesmo individuo que se deitou em minha cama ontem, tampouco aquele que vocês encontraram quando me viram pela primeira vez, anos atrás).

domingo, 22 de maio de 2011

Verdade histórica ?

O texto anterior convidou-nos à falar sobre a verdade. Tema espinhoso, como tantos tratados entre os diálogos que originaram este blog.

terça-feira, 10 de maio de 2011

“Ser” Humano! Mesmo? Que tal “Tornar-se”?


            É freqüente o uso do termo – Ser Humano – mas qual sua aplicabilidade? Identifico a mim mesmo, as pessoas de meu convívio e da sociedade em geral como “seres” humanos, mas será que somos? Deixou-me curioso perceber que nossa espécie recebe um “verbo” em sua denominação; apenas ela. Um gorila não é “ser gorila” tampouco “ser primata”, é Gorila.

domingo, 24 de abril de 2011

Reinaugurando o Intelecto


Mal compreendendo o funcionamento destas tecnologias tão disseminadas na sociedade contemporânea, falta-me intimidade com este alienígena, o “Blog”, e o seu funcionamento. Isto posto, ignoro a melhor forma de inaugurar um, o texto mais apropriado, “Boas Vindas”, etc. Decidi então desconsiderar a novidade do presente site, tomando-o como pré-existente, e escrever como se apenas o continuasse. Isto não é falso, já que ele se origina de diversas discussões travadas com amigos e não poucos convites a tornar públicas nossas conclusões por meios como este.